domingo, 28 de março de 2010

A puta resignada e o ladrão de colarinho

Certa vez foi perguntado a uma dessas mulheres da vida: Por que você não faz outra coisa? A resposta foi a mais simples e óbvia possível: Por que só sei e só sirvo pra fazer isso e por falta de condições de minha família, já nasci condenada a fazê-lo, ser explorada e deflorada todos os dias. É daí que tiro o meu sustento e o da minha família.
Feita essa introdução, prendo-me à situação dos royalties de petróleo.
Como as antigas amas de leite, os Estados produtores de petróleo serão sugados pelos filhos de outras regiões. Um assalto à mão armada (de papel, caneta e verdades inventadas eleitoreiras) está em pleno andamento lá pelas bandas de Brasília, tendo como mentor um sujeito que é tão “limpo e honesto” que faria até o próprio diabo ficar com as barbas de molho se convivesse com o tal. Desculpem-me os leitores eu não dar nome aos bois, mas como sou um homem de fé e supersticioso, citar o nome do coisa ruim pode trazer um azar daqueles... Enfim, a nossa garantia constitucional, citada no art. 20 da Carta Magna, é clara ao falar que os Estados produtores de petróleo têm direito a uma parcela maior da arrecadação pecuniária do mesmo, mas, esse é ano eleitoral, e os Ibsens da vida (opa, citei o nome da besta, perdão) se articulam pra cada um garantir a sua fatia “legalmente roubada” do bolo das prostitutas Rio de Janeiro, Espírito Santo, etc..., tornando – se esse indivíduo o cafetão, o explorador desses estados e de sua população.
Macaé, Campos, Duque de Caxias (só pra citar alguns dos municípios do Estado do qual esse que vos escreve se orgulha muito de ser natural), seriam alguns dos municípios que levariam um K.O. tão forte que deixaria o próprio Rocky Balboa com vergonha de sua força. Seriam as meretrizes já defloradas pela exploração diária. O povo continua impassível, fazendo piada com sua própria desgraça, como a mulher de esquina que já não sente mais dor após anos sendo violentada diariamente.
Mas como brasileiro e carioca que sou, continuo a acreditar que as mentes (opressoras e oprimidas) mudarão seus hábitos e atitudes no próximo ano, pois, mentiras sinceras me interessam, me interessam....

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