Romântico provém de Romanice, advérbio latino que significa à maneira dos romanos, e que derivou em francês o vocábulo Romanz, escrito Rommant logo depois e Roman a partir do século XVII.
A palavra Rommant designou, primeiramente a língua vulgar, por oposição ao latim, tendo depois vindo a designar também uma certa espécie de composição literária escrita em língua vulgar (em verso e prosa), cujos temas consistiam em complicadas aventuras: heróicos ou corteses. Já no século XVII, o adjetivo "Romantic" significa como os antigos romances e pode qualificar uma paisagem, uma cena, um monumento. Muitas vezes o vocábulo Romantic passa a significar quimérico, ridículo, absurdo. Qualidades ou defeitos que se atribuíram aos romancer e poemas na literatura medieval. O mesmo vocábulo, passa ainda a designar o que agrada a imaginação, o que desperta o sonho, aplicando-se as montanhas, as florestas, aos castelos, etc. Nesta acepção fica mais evidente a referência a aspectos melancólicos e selvagens da natureza.
A concepção do eu elaborada pela filosofia idealista germância, sobretudo por Fichte e Schelling, constitui um dos elementos dorsais do Romantismo alemão e de forma difusa em todo o Romantismo europeu. Para Fichte o eu consitui a realidade primordial e absoluta de todo saber. Fichte define a natureza dupla e ao mesmo tempo única do eu.
A teoria fichtiana do eu absoluto influenciou profundamente a concepção romântica do eu e do universo, pois os românticos interpretaram erroneamente o pensamento de Fichte, identificando o eu puro com o eu do indivíduo, com o gênio individual e transferiram para este a dinâmica daquele. Para os romanticos, o espírito humano constitui uma entidade dotada de uma atividade que pende para o infinito e que aspira romper os limites que o impedem à uma busca incessante do absoluto, embora este permaneça sempre como um alvo inatingível.
Ótimo texto, aproveitei pra matar a saudade da minha tão amada área de formação!
ResponderExcluirMuito bom!! Facilita a interpretação e ajuda a entender melhor o romantismo! "... romper limites que o impedem à uma busca incessante do absoluto, embora este permaneça sempre como algo inatingível", faz pensar!
ResponderExcluir