João, cidadão de bem, morador de uma comunidade dessas do Rio de Janeiro, negro por excelência, feliz por escolha própria. João era o típico boa-praça, aquele tipo que durante a semana estava de pé às 4 da manhã, pegando três ônibus na ida e na volta para trabalhar em uma firma onde seu ofício era o de assistente de serventia, emprego do qual se orgulhava muito, pois com seu grau de escolaridade (pouco mais do que as duas primeiras séries primárias mal completas), o nome comprido e de difícil memorização, dava-lhe sensação de poder. O sujeito beirava seus 45 anos, e desde criança já era formado pela escola da vida, já lhe aparecendo no corpo os sinais da incansável luta por sua sobrevivência antes mesmo de completar 30 anos.
Certo dia, ao chegar no seu local de trabalho, o indivíduo foi surpreendido por seus superiores, que já vinham com a frase – SEU JOÃO, O SENHOR EXERCE SEU OFÍCIO BRILHANTEMENTE, MAS POR MOTIVOS DE CORTES NOS GASTOS DA EMPRESA, O SENHOR ESTÁ SENDO CONVIDADO A SE RETIRAR. Chegando em casa, sua mulher o recebe avisando que seu filho estava com febre altíssima e que tinha uma doença de nome complicado, mas que o médico que prestava assistência social no local lhe avisara que foi causada por causa do contato com ratos, animais tão corriqueiros naquela região quanto um cão ou o próprio homem.
Enquanto conversava, passava o cortejo do filho de seu melhor amigo. Rapaz novo, mas que infelizmente havia se tornado mais um na estatística da violência naquele local. A noite chega e João vai para o bar do seu Manoel. É decisão de campeonato. João torce, xinga, vibra, dá uns goles na sua inseparável cerveja e ao final do jogos, aos 47 minutos do 2º tempo, seu time faz 1 a 0 sobre o rival, sagrando-se campeão. João pula, faz piada, dança sobre a mesa, no que seu Manoel pergunta: Está tudo bem João? E sua resposta não poderia ser tão espontânea: Oh portuga, hoje é o dia mais feliz da minha vida!.
Certo dia, ao chegar no seu local de trabalho, o indivíduo foi surpreendido por seus superiores, que já vinham com a frase – SEU JOÃO, O SENHOR EXERCE SEU OFÍCIO BRILHANTEMENTE, MAS POR MOTIVOS DE CORTES NOS GASTOS DA EMPRESA, O SENHOR ESTÁ SENDO CONVIDADO A SE RETIRAR. Chegando em casa, sua mulher o recebe avisando que seu filho estava com febre altíssima e que tinha uma doença de nome complicado, mas que o médico que prestava assistência social no local lhe avisara que foi causada por causa do contato com ratos, animais tão corriqueiros naquela região quanto um cão ou o próprio homem.
Enquanto conversava, passava o cortejo do filho de seu melhor amigo. Rapaz novo, mas que infelizmente havia se tornado mais um na estatística da violência naquele local. A noite chega e João vai para o bar do seu Manoel. É decisão de campeonato. João torce, xinga, vibra, dá uns goles na sua inseparável cerveja e ao final do jogos, aos 47 minutos do 2º tempo, seu time faz 1 a 0 sobre o rival, sagrando-se campeão. João pula, faz piada, dança sobre a mesa, no que seu Manoel pergunta: Está tudo bem João? E sua resposta não poderia ser tão espontânea: Oh portuga, hoje é o dia mais feliz da minha vida!.