quarta-feira, 21 de julho de 2010

AMADURECIMENTO

Todos temos um pequeno universo diferente um dos outros dentro dos nossos corações e é isso que nos torna tão diferentes e fascinantes perante a vida. Universo esse que é modelado conforme nossas escolhas, nossas experiências, nossos amores, nossos pensamentos. Nós somos os principais artistas dessa obra de arte, somos todos as principais estrelas pisando sobre este palco.
Sinto que o meu já está pequeno demais para o que eu começo a construir.
Já me sinto grande demais para o universo no qual eu vivo e uma criança para o que eu devo criar.
Talvez seja esse o problema: Quem destrói uma identidade e ainda não construiu outra está vazio, sem nada, confuso.
O meu abrigo anterior começa a ser demolido, deixando em seu lugar um imenso vazio, uma grande saudade das coisas que não fiz, do tempo perdido com coisas banais.
Já não me satisfaço com conversas descartáveis, já não tenho mais prazer em estar com certas companhias. Não pelo que eles são, mas pelo que eu não sou mais.
Sinto falta de alguém que ainda não sou, ou que já sou e ainda não sei.
Lembro-me da história da águia que foi criada como galinha, dentro do mundo terreno e limitado da mesma, mas um dia, quando olhou para o céu, viu o sol brilhar nos seus olhos e percebeu todo o horizonte que esperava por ela, seu instinto de águia se libertou e suas asas bateram forte levando-a ao céu infinito.
Acho que a águia começa a despertar dentro do meu coração.
Temos um futuro infinito de possibilidades, tudo dependendo de escolhas, mas sempre tendo a oportunidade de fazer diferente.
A fase de transição é sempre lenta e difícil.
A lagarta demora até se transformar em borboleta.
Sinto que estou morrendo para esse meu universo e nascendo para outro muito mais amplo.
Concluí que a verdadeira dor é viver uma vida apática, com algemas do orgulho e da vaidade em nossos calcanhares.
Talvez devamos deixar morrer nossos velhos conceitos que nos prendem à dura realidade material e renascermos na busca pelo auto conhecimento. Quando se percebe isso, morrer não dói!

terça-feira, 30 de março de 2010

O INFELIZ FELIZ

João, cidadão de bem, morador de uma comunidade dessas do Rio de Janeiro, negro por excelência, feliz por escolha própria. João era o típico boa-praça, aquele tipo que durante a semana estava de pé às 4 da manhã, pegando três ônibus na ida e na volta para trabalhar em uma firma onde seu ofício era o de assistente de serventia, emprego do qual se orgulhava muito, pois com seu grau de escolaridade (pouco mais do que as duas primeiras séries primárias mal completas), o nome comprido e de difícil memorização, dava-lhe sensação de poder. O sujeito beirava seus 45 anos, e desde criança já era formado pela escola da vida, já lhe aparecendo no corpo os sinais da incansável luta por sua sobrevivência antes mesmo de completar 30 anos.
Certo dia, ao chegar no seu local de trabalho, o indivíduo foi surpreendido por seus superiores, que já vinham com a frase – SEU JOÃO, O SENHOR EXERCE SEU OFÍCIO BRILHANTEMENTE, MAS POR MOTIVOS DE CORTES NOS GASTOS DA EMPRESA, O SENHOR ESTÁ SENDO CONVIDADO A SE RETIRAR. Chegando em casa, sua mulher o recebe avisando que seu filho estava com febre altíssima e que tinha uma doença de nome complicado, mas que o médico que prestava assistência social no local lhe avisara que foi causada por causa do contato com ratos, animais tão corriqueiros naquela região quanto um cão ou o próprio homem.
Enquanto conversava, passava o cortejo do filho de seu melhor amigo. Rapaz novo, mas que infelizmente havia se tornado mais um na estatística da violência naquele local. A noite chega e João vai para o bar do seu Manoel. É decisão de campeonato. João torce, xinga, vibra, dá uns goles na sua inseparável cerveja e ao final do jogos, aos 47 minutos do 2º tempo, seu time faz 1 a 0 sobre o rival, sagrando-se campeão. João pula, faz piada, dança sobre a mesa, no que seu Manoel pergunta: Está tudo bem João? E sua resposta não poderia ser tão espontânea: Oh portuga, hoje é o dia mais feliz da minha vida!.

domingo, 28 de março de 2010

"África do Sul: Um olhar voltado não só para Copa do Mundo"

2010, ano de Copa do Mundo, grande referência ao esporte, craques e estrelas mundiais reunidas na África (especificamente na África do Sul). Não vou menosprezar a importância dos investimentos e recursos que um evento esportivo como este pode gerar ao local sede de seus jogos, porém, é de grande valor ressaltar os aspectos positivos E NEGATIVOS da região e fazer uma breve reflexão sobre este inédito acontecimento. A escolha da África do Sul pelo Comitê Executivo da FIFA pode ter sido um marco para que ocorra mudança das atitudes de lideranças e talvez um maior progresso para a população residente no país, mas também, faz com que os “Olhos do Mundo” se direcionem para uma área onde até bem pouco tempo estava esquecida e, até mesmo, ignorada. Sabemos que a África não é um dos continentes mais privilegiados economicamente e que seu sistema ainda não conseguiu ser eficaz, o suficiente, para oferecer à maioria de seus habitantes condições dignas de acesso à saúde, educação, moradia, segurança etc. No país sede da Copa o que se torna mais chocante é a desigualdade social. Segundo informações colhidas (o “link” será colocado logo abaixo do texto) Joanesburgo, Ekurhulen, e Buffalo City são as cidades que lideram o ranking da ONU neste tema.
A eleição de uma cidade sede pela FIFA inclui alguns fatores, os políticos e econômicos sempre estarão em jogo. Com isso tudo, o país anfitrião deste ano (que me surpreendeu de certa forma) coloca em pauta muitos assuntos além do futebol. Os grandes veículos de comunicação já começaram a mostrar a situação do lugar, mostrar as belezas naturais e as precárias condições que se encontra um grande número de cidades. Acho isso uma evolução, já que nós aqui no Brasil não achávamos ou, pelo menos, víamos essas informações com tanta facilidade e freqüência. Por falar em Brasil, seremos sede em 2014! Também temos nossa “lista negra” de coisas que devem sofrer modificações até lá (acredito que boa parte delas irá melhorar). No nosso país também há desigualdade social, por isso me interressei ao máximo sobre a matéria que vi no site da GLOBO.COM (correspondente Marta Reis) esta manhã. É importante saber que esse meio de informação tão “popular” está dando valor não só à questão “futebolística” da Copa do Mundo, mas também, está preocupado em fazer um parâmetro e divulgar questões sociais, políticas e culturais sobre ela. Outros poucos sites e blogs já faziam isso, me alegra saber que este número está crescendo e atingindo os “Grandes” do meio da comunicação. Cabe a nós (leitores, telespectadores, internautas, ouvintes...) procurar estas informações e “peneirar” o que de bom pode nos ajudar. Ah! E não podemos deixar de torcer pelo nosso país. Vamos lá Brasil, força! (nos campos, e fora deles!).



Obs.: como fiz referência ao conteúdo de outro site, fica o link a seguir: http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1547516-17084,00-NA+AFRICA+DO+SUL+G+MOSTRA+AS+CIDADES+COM+MAIOR+DESIGUALDADE+SOCIAL+DO+MUNDO.html

A puta resignada e o ladrão de colarinho

Certa vez foi perguntado a uma dessas mulheres da vida: Por que você não faz outra coisa? A resposta foi a mais simples e óbvia possível: Por que só sei e só sirvo pra fazer isso e por falta de condições de minha família, já nasci condenada a fazê-lo, ser explorada e deflorada todos os dias. É daí que tiro o meu sustento e o da minha família.
Feita essa introdução, prendo-me à situação dos royalties de petróleo.
Como as antigas amas de leite, os Estados produtores de petróleo serão sugados pelos filhos de outras regiões. Um assalto à mão armada (de papel, caneta e verdades inventadas eleitoreiras) está em pleno andamento lá pelas bandas de Brasília, tendo como mentor um sujeito que é tão “limpo e honesto” que faria até o próprio diabo ficar com as barbas de molho se convivesse com o tal. Desculpem-me os leitores eu não dar nome aos bois, mas como sou um homem de fé e supersticioso, citar o nome do coisa ruim pode trazer um azar daqueles... Enfim, a nossa garantia constitucional, citada no art. 20 da Carta Magna, é clara ao falar que os Estados produtores de petróleo têm direito a uma parcela maior da arrecadação pecuniária do mesmo, mas, esse é ano eleitoral, e os Ibsens da vida (opa, citei o nome da besta, perdão) se articulam pra cada um garantir a sua fatia “legalmente roubada” do bolo das prostitutas Rio de Janeiro, Espírito Santo, etc..., tornando – se esse indivíduo o cafetão, o explorador desses estados e de sua população.
Macaé, Campos, Duque de Caxias (só pra citar alguns dos municípios do Estado do qual esse que vos escreve se orgulha muito de ser natural), seriam alguns dos municípios que levariam um K.O. tão forte que deixaria o próprio Rocky Balboa com vergonha de sua força. Seriam as meretrizes já defloradas pela exploração diária. O povo continua impassível, fazendo piada com sua própria desgraça, como a mulher de esquina que já não sente mais dor após anos sendo violentada diariamente.
Mas como brasileiro e carioca que sou, continuo a acreditar que as mentes (opressoras e oprimidas) mudarão seus hábitos e atitudes no próximo ano, pois, mentiras sinceras me interessam, me interessam....

Matando dragões

“Contos de fadas não dizem às crianças que dragões existem. Crianças já sabem que dragões existem. Contos de fadas dizem às crianças que dragões podem ser mortos.”
(G.K.Chesterton)


Falar de dragões num mundo tão cheio deles é lugar comum, chover no molhado. A grande sacada mesmo é quando nos damos conta de que não precisamos nos acostumar com eles, nem que temos que virar monstros também para poder combatê-los.
O problema é que sempre que se pensa em matar dragões, dá vontade é de desistir antes mesmo de tentar. Soa impossível demais, sentimo-nos pequenos demais pra tanto. O medo de falhar é tão grande, e às vezes tão surdo, que fica ruim até pra gente notar que ele existe. Porque o nosso medo é um ás na arte de se escamotear! Ele se disfarça facilmente de sensatez, de realismo, de racionalidade, parecendo nos oferecer uma análise fria e coerente da situação, acabando por nos convencer e nos levar à conclusão de que não dá, de que nem temos escolha diante do aparentemente insuperável, de que o que nos resta a fazer é aprender a viver com os muitos dragões que esmagam as flores no nosso quintal, que queimam o que é verde e deixam tudo numa aridez só...
Será mesmo? Será que é só o que nos resta?
Não vou me alongar muito mais. Fica aí a reflexão. Mas sejam lá quais forem os dragões que mais causam danos à sua vida, lembre-se de que eles podem sim, ser mortos. Afinal, se nós mesmos os criamos e os alimentamos com nossos maus hábitos, nossas crenças limitadoras, nossos sentimentos corrosivos, nossas idéias negativistas, nossas atitudes temerosas e condicionadas, ou seja lá o quê mais que fornecemos para esses bichos cresceram tanto, quem mais, além de nós mesmos, poderia virar o jogo e acabar com eles?
Agora, é escolher se vale à pena o combate, se vale lutar, nem que seja para morrer tentando. Ou se você prefere se contentar – sob a justificativa que melhor lhe aprouver – em viver com eles e com os estragos que fazem, aproveitando os breves momentos em que eles dormem e você pode desfrutar de alguns instantes de refrigério e sorrir momentaneamente, para logo voltar ao desanimador panorama de uma vida subjugada por tantos monstrengos.
Ninguém nunca disse que seria fácil. Algumas vezes eles podem ser enormes. Algumas batalhas duram toda uma existência, tem muito bicho resistente por aí... Mas, ainda assim, vale lembrar que só nós mesmos temos ou podemos buscar as armas próprias para detê-los, especialmente aqueles que nascem dentro de cada um de nós.

sábado, 27 de março de 2010

O Romantismo

Romântico provém de Romanice, advérbio latino que significa à maneira dos romanos, e que derivou em francês o vocábulo Romanz, escrito Rommant logo depois e Roman a partir do século XVII.
A palavra Rommant designou, primeiramente a língua vulgar, por oposição ao latim, tendo depois vindo a designar também uma certa espécie de composição literária escrita em língua vulgar (em verso e prosa), cujos temas consistiam em complicadas aventuras: heróicos ou corteses. Já no século XVII, o adjetivo "Romantic" significa como os antigos romances e pode qualificar uma paisagem, uma cena, um monumento. Muitas vezes o vocábulo Romantic passa a significar quimérico, ridículo, absurdo. Qualidades ou defeitos que se atribuíram aos romancer e poemas na literatura medieval. O mesmo vocábulo, passa ainda a designar o que agrada a imaginação, o que desperta o sonho, aplicando-se as montanhas, as florestas, aos castelos, etc. Nesta acepção fica mais evidente a referência a aspectos melancólicos e selvagens da natureza.
A concepção do eu elaborada pela filosofia idealista germância, sobretudo por Fichte e Schelling, constitui um dos elementos dorsais do Romantismo alemão e de forma difusa em todo o Romantismo europeu. Para Fichte o eu consitui a realidade primordial e absoluta de todo saber. Fichte define a natureza dupla e ao mesmo tempo única do eu.
A teoria fichtiana do eu absoluto influenciou profundamente a concepção romântica do eu e do universo, pois os românticos interpretaram erroneamente o pensamento de Fichte, identificando o eu puro com o eu do indivíduo, com o gênio individual e transferiram para este a dinâmica daquele. Para os romanticos, o espírito humano constitui uma entidade dotada de uma atividade que pende para o infinito e que aspira romper os limites que o impedem à uma busca incessante do absoluto, embora este permaneça sempre como um alvo inatingível.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Amareis o vosso próximo como a vós mesmos

Essa frase se encontra na bíblia, mais precisamente no Novo Testamento, livro de Mateus, capítulo 22, versículos 34 a 40. Baseando-se nessa passagem onde Jesus diz que devemos amar a todos sem distinção alguma, com um sentimento ilimitado, ocorre a seguinte pergunta: é possível amar algo ou alguém sem qualquer tipo de cobrança ou preconceito?
Para se obter essa resposta, talvez seja preciso voltar no tempo, há 2.400 anos aproximadamente. Nos conta a mitologia grega que existiu um personagem chamado Narciso, que fora agraciado pelos deuses com uma beleza sem igual. Narciso era tão belo que nada nem ninguém poderia obter sua atenção, visto que ele criou um amor tão forte que se apaixonou pela sua imagem, chegando ao ponto de um dia quando se ajoelhou às margens de um lago para se lavar, ficou tão apaixonado pelo seu próprio reflexo que ao tentar agarrar e beijar sua imagem, se atirou no fundo do lago, morrendo assim afogado.
Será que há um amor verdadeiramente puro, ou até mesmo será que há amor? O que existe são cópias imperfeitas e eivadas de vício desse sentimento que provavelmente é a lei maior que rege todas as coisas. Como diria Platão, o amor verdadeiro ainda está no campo das idéias. O sentimento que une amigos, namorados, até alguns desconhecidos, talvez seja simplesmente o reflexo do amor próprio que cada um sente por si mesmo.
Nós amamos as pessoas até onde estamos de acordo em atitudes ou opiniões, pois o motivo mais freqüente para se odiar alguém , sempre parte do ponto em que há divergência de opiniões, que cresce ao ponto de se tornar uma briga, uma agressão, etc...., chegando a uma guerra de vaidades onde ninguém quer sair derrotado. Dizem que o ódio é o amor que enlouquece, mas se é verdadeiramente amor, não enlouquece, pois o amor trás equilíbrio. Com isso, quando dizemos que amamos alguém, talvez seja porque nós na verdade amamos a nós mesmos em corpos diferentes, haja vista a afinidade de pensamentos que temos com a pessoa que dizemos ser a amada, como se essa mesma pessoa fosse nada mais que a água do lago com o reflexo de Narciso, no caso o nosso.
Mas como nosso pseudo-amor não passa de uma cópia imperfeita e barata de um sentimento muito mais abrangente e puro, basta uma simples atitude contrária aos nossos ideais para percebermos que o nosso amor é tão frágil como uma peça de porcelana. O encanto se quebra com facilidade, pois a decepção de não nos ver na outra pessoa é muito maior do que alguma virtude que ela possa ter.
Mas nada dessas suposições nos faz chegar a uma conclusão de fato, pois ao mesmo tempo em que constatamos que ainda estamos muito longe do que seria um sentimento desprovido de qualquer vaidade ou preconceito, podemos ao menos notar que já demos alguns passos (lentos é verdade) à frente. Ou será que hoje em dia ainda acharemos divertido vermos pessoas serem jogadas aos leões apenas por divergências religiosas ou de cunho político?

“Contradição?!”

...E tudo que restou foi a melancolia. Não quero ser um cidadão depressivo igual a tantos outros, mas não há como ser algo melhor. Na verdade, pode até existir uma VONTADE de ser ou viver algo melhor... E só! Fica na vontade.
Falar sobre bons sentimentos, curtir infinitamente a felicidade, agradecer e se alegrar por cada dia de Sol se tornaram vontades tão utópicas, irreais e fantasiosas que de certa forma “saíram de moda”, entraram em desuso! Em um Mundo onde “segundos valem ouro” fica difícil conseguir um tempinho para abrir um sorriso. Sempre me pergunto sobre o real significado desta frase, o que seria realmente o “ouro” destes segundos? Talvez esteja perdendo tempo.
Se o tempo fosse tão precioso como dizem, nosso “tempo de vida” seria aproveitado de uma melhor maneira. Seguindo este raciocínio, penso que deveria passar os meus dias vivendo de uma forma diferente. Poderia dar mais valor a coisas pequenas que dentro desta correria do nosso sistema se tornam quase que insignificantes; por isso, não tenho tempo nem espaço para relatá-las aqui... Não há mais tempo para ser um revolucionário ou ao menos ter uma opinião diferente da “grande massa”. Sou obrigado a entender que nem todos os segundos valem ouro, alguns podem valer euros, outros dólares...
Hoje, somos o que somos. Não traçamos nosso futuro, não fazemos nossas escolhas, não existe o livre arbítrio (tanto desejado!), existe democracia (limitada!). Nascemos de um jeito e morremos da mesma forma, sem entender muito bem o significado da vida. A Padronização dita a regra, não tenho como negar que somos todos iguais, digo isso literalmente! A nossa própria Constituição em seu artigo 5º, caput já diz: “Todos são iguais perante a lei...” e poderia ficar apenas nisso; mas na prática, todos são iguais perante tudo e todos!
Encontrar felicidade é uma tarefa difícil. Atualmente, temos que ser felizes da forma que todos são (ou foram), percorreremos os mesmos caminhos, veremos o nosso futuro todos os dias passando ao nosso redor, manteremos sempre um sorriso amarelo no rosto e iremos dizer: “- apesar de tudo, somos felizes!”. Não que eu não seja, já me acostumei com essa felicidade “instantânea e descartável”. Dá menos trabalho para encontrá-la, gasta menos tempo! E tempo vale ouro lembra? Assim que o mundo gira...
Eventualmente me pergunto se cada pessoa não deveria encontrar a felicidade individualmente, meio que de uma forma quase que “personalizada”... não me aprofundo, não deve ser importante! Os valores se inverteram. Agora o sentimento que damos mais valor é a tristeza, é até comum gostar de ser triste, “tá na moda!”. Buscamos sofrimento a cada instante, conversas interessantes devem ser sobre tragédias, somente as músicas melancólicas expressam sentimento, o noticiário da TV só terá ibope se divulgar algum desastre. Queria ter vivido uma época na qual o Sol fosse apreciado apenas por sua beleza, não temido por suas chamas. Imagino uma canção que tivesse o poder de fazer todos acreditarem em um mundo melhor, Penso em poetas e filósofos sendo realmente reconhecidos como grandes celebridades. Que bobagem... não se vive no Mundo da Lua!
Não há Mundo melhor que o nosso para vivermos, o que necessitamos urgentemente é de mais exemplos, pensamentos e lideranças melhores. Provavelmente eu não devo ter mais tempo para tentar melhorar, já me padronizei. Apenas “sigo corrente” e ignoro os “pensamentos utópicos”. E, por não ser uma exceção, “TENHO” felicidade (mas continuarei tentando fazer da felicidade que “TENHO”, algo feliz em meu pequeno mundo!).