quarta-feira, 21 de julho de 2010

AMADURECIMENTO

Todos temos um pequeno universo diferente um dos outros dentro dos nossos corações e é isso que nos torna tão diferentes e fascinantes perante a vida. Universo esse que é modelado conforme nossas escolhas, nossas experiências, nossos amores, nossos pensamentos. Nós somos os principais artistas dessa obra de arte, somos todos as principais estrelas pisando sobre este palco.
Sinto que o meu já está pequeno demais para o que eu começo a construir.
Já me sinto grande demais para o universo no qual eu vivo e uma criança para o que eu devo criar.
Talvez seja esse o problema: Quem destrói uma identidade e ainda não construiu outra está vazio, sem nada, confuso.
O meu abrigo anterior começa a ser demolido, deixando em seu lugar um imenso vazio, uma grande saudade das coisas que não fiz, do tempo perdido com coisas banais.
Já não me satisfaço com conversas descartáveis, já não tenho mais prazer em estar com certas companhias. Não pelo que eles são, mas pelo que eu não sou mais.
Sinto falta de alguém que ainda não sou, ou que já sou e ainda não sei.
Lembro-me da história da águia que foi criada como galinha, dentro do mundo terreno e limitado da mesma, mas um dia, quando olhou para o céu, viu o sol brilhar nos seus olhos e percebeu todo o horizonte que esperava por ela, seu instinto de águia se libertou e suas asas bateram forte levando-a ao céu infinito.
Acho que a águia começa a despertar dentro do meu coração.
Temos um futuro infinito de possibilidades, tudo dependendo de escolhas, mas sempre tendo a oportunidade de fazer diferente.
A fase de transição é sempre lenta e difícil.
A lagarta demora até se transformar em borboleta.
Sinto que estou morrendo para esse meu universo e nascendo para outro muito mais amplo.
Concluí que a verdadeira dor é viver uma vida apática, com algemas do orgulho e da vaidade em nossos calcanhares.
Talvez devamos deixar morrer nossos velhos conceitos que nos prendem à dura realidade material e renascermos na busca pelo auto conhecimento. Quando se percebe isso, morrer não dói!